Garota, Interrompida: Um filme sobre o Transtorno Borderline (ou não)

Quero começar fazendo uma pergunta para você: O que é loucura?

De certo modo podemos chegar ao consenso de que loucura é antônimo de normalidade, certo? No entanto, o conceito de ‘normal’ é diferente em cada cultura, além de sempre mudar com o tempo. Sendo assim, com que moral podemos definir alguém como louco?

Falaremos hoje sobre o filme Garota, Interrompida (Mangold, 1999). A história da produção se passa nos anos 60, e fala sobre uma jovem adulta ‘forçada’ a se internar em um hospital psiquiátrico. Ela recebe o diagnóstico de Transtorno de Personalidade Limítrofe, e lida com várias outras mulheres que assim como ela, eram tidas como ‘loucas’.

O filme começa com uma garota chamada Susanna Kaysen (Aliás, ela é muito bem interpretada pela fantástica Winona Ryder), que acabou de entrar na vida adulta. As cenas oscilam entre passado, presente e futuro, e ela acaba parando em um psicanalista após tentar se matar.

Depois de uma conversa não muito produtiva, é decidido que Susanna deve passar um tempo em um hospital psiquiátrico, mesmo que inicialmente ela não queira ir. Saindo do consultório, temos uma cena que para mim, diz muito sobre como os transtornos psicológicos eram (e ainda são) brutalizados pela sociedade quando sofridos pelo proletário. Sendo que ao mesmo tempo, são glamourizados e romantizados na grande mídia.

A caminho do hospital, o taxista questiona o motivo de Susanna estar indo para um lugar assim, afinal, para ele, ela não parece louca. A garota conta que está triste, e que vê coisas, nisso o taxista diz que também deveriam internar John Lennon. ‘Eu não sou John Lennon’, conclui a jovem.

Sobre Claymoore

Assim que chega no Hospital Pisquiátrico Claymoore, Susanna é guiada pela enfermeira Val (Whoopi Goldberg), e conhece uma série de outras garotas.

Dentre elas, a Georgina, que é uma mentirosa patológica, Daisy, que foi abusada sexualmente e é viciada em laxantes e frangos e Polli, que sofreu queimaduras graves no rosto e possui problemas de autoestima.

Entretanto, nenhuma delas chamou a atenção de Susanna como Lisa, uma sociopata interpretada magistralmente por Angelina Jolie, atuação que aliás, levou um Oscar e um Globo de Ouro.

Susanna, que inicialmente se recusava a fazer parte do local, aos poucos vai compreendendo as garotas e seus comportamentos, ao ponto de se sentir parte de algo. Mas dentro do hospital, as internas recebem um tratamento totalmente banalizado, pois são tratadas como loucas, não como doentes.


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