Jair Bolsonaro e o ditador Bin-Salman são aliados na política externa

Brasil se une aos países extremistas para vetar a educação sexual na ONU

Por meio de Jair Bolsonaro e Ernesto Araújo, nosso país se uniu à Arábia Saudita, Paquistão, Iraque, Bahrein e Kuwait na defesa de uma proposta na ONU que veta a educação sexual. O documento prevê o combate à violência contra a mulher por meio do ensino de saúde sexual nas escolas, e o Brasil está ao lado de ditaduras misóginas.

A medida é mais uma para a coleção de vergonhas internacionais que nosso país vem passando por meio de sua política externa. A educação sexual é a maneira mais eficaz de combater a violência sexual na infância.

Maria Ungaretti, representante brasileira na Rede Ecpat (em defesa da exploração sexual de crianças) afirmou à Agencia Brasil: ‘Na hora que eu crio uma criança, desde pequenininha, sabendo o que é sexo, o que é sexualidade, qual é o direito que ela tem, você vai preparar essa criança para que, em qualquer abordagem que ela sofra, indicando para um uso indevido do seu corpo, ela reage, não aceita. Muitas vezes a criança confunde, acha que aquilo é afeto, carinho. Se ela tem controle do seu corpo e sabe o que podem fazer com o corpo dela ou não fazer, evidentemente que você vai contribuir para uma redução da violência sexual’.

Foto: FAYEZ NURELDINE / AFP

O Brasil está em relações estreitas com países conhecidos por seu extremismo, como a Arábia Saudita que proíbe que mulheres entrem em estádios de futebol e obrigam o uso da burca. Assim como o Paquistão, país da garota Malala, que levou um tiro na cabeça por defender o direito das mulheres à educação.

O Brasil também foi a favor de vetar este trecho do documento: ‘…a gama completa de informações e serviços de saúde sexual e reprodutiva inclui planejamento familiar, métodos seguros e eficazes de contracepção moderna, anticoncepção de emergência, programas de prevenção da gravidez adolescente, assistência à saúde materna, tais como assistência qualificada ao parto e assistência obstétrica de emergência, incluindo parteiras para serviços de maternidade, assistência perinatal, aborto seguro onde não seja contra a legislação nacional, assistência pós-aborto e prevenção e tratamento de infecções do trato reprodutivo, infecções sexualmente transmissíveis, HIV e cânceres reprodutivos’.

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